quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O bom ouvinte do ''Rock''


É interessante observar como o ouvinte de rock em seus vários estilos sente a necessidade de se situar. É sempre interessado, procura informações da origem. Pede muitas referências. Sempre que se ouve ou se comenta sobre alguma banda pouco conhecida, logo vem uma pergunta: "É parecido com qual banda?" Uma definição unilateral do estilo de cada banda sempre pode cair na armadilha de ser restritiva, já que uma característica comum entre todos os grupos de rock seria a tendência de fundir o maior número de linguagens possíveis, mesmo em um estilo de som repetitivo. O rock faz parte desta salada tanto quanto o blues, o country, o pop, a música erudita, variações da música européia e indiana ou qualquer outro estilo musical.
Muitas letras se desenrolam abrangendo o ocultismo, teosofia ou literatura (Ex: The Doors). Outras falam de amor ou crítica social. Há uma grande variedade de temas. Mas temos que compreender que expressões como "rock progressivo, heavy metal, hard rock" e outras denominações, surgiram muitos anos depois, fruto da mídia que precisava rotular as tendências. No fundo, todo som deve ser só um bom e honesto rock sendo apresentando através de suas raízes e influências no tipo de sonoridade que faz e o ouvinte recebe. E aquele que ouvir tire suas próprias conclusões. Muitas capas trazem ilustrações que mesclavam o surrealismo puro, arte clássica e verdadeiras obras de arte, também inspiradas em clássicos da literatura ou símbolos religiosos e pagãos. Isso é às vezes rotulado como contracultura ou cultura pop. Surgido nos Estados Unidos na década de cinqüenta e em seguida indo parar na Inglaterra e Alemanha nos anos 60, o rock acabou sendo herdeiro direto das transgressões sonoras do psicodelismo, dos movimentos sociais e das criticas políticas, o rock virou hino dos desempregados, dos humildes, dos mendigos, dos drogados, da burguesia, da corte inglesa que sempre premiou com condecorações por mérito e medalhas os astros pop por décadas. O rock virou hino de todos os movimentos, das passeatas gays, hino dos motociclistas, dos democratas e dos republicanos, o rock virou lenda, o rock virou ofensa para as religiões e ao mesmo tempo tornou-se o ritmo dos cultos ecumenicos. Se pensarmos o quanto abrangente é este estilo escreveriamos um livro com vários volumes.
Melhor não definir com exatidão os estilos, pois assim ficamos livres dos preconceitos e também ficamos livres para descobrir novas propostas e tendências. Todos tem suas preferências e eu as minhas, isto é óbvio, mas o foco da minha preocupação sempre vai ser em trazer a informação e através dela uma reflexão daquilo que realmente achamos quando prestamos atenção no que estamos ouvindo, seja pelo ritmo da melodia ou qualidade dos músicos.
Devemos ouvir todos os trabalhos com respeito, considerando o período em que foram gravados, tentar informar-nos sobre quais os estilos predominantes na época e as suas propostas e também as dificuldades técnicas que encontravam.
Acredito mesmo que o ouvinte de rock, aquele que se interessa, presta atenção e corre atrás de detalhes, seja um privilegiado, pois tem uma mente aberta para as mais diversas linguagens musicais, exigindo apenas que o trabalho seja inspirado e de qualidade de acordo com suas próprias definições. E que acima de tudo atenda sua necessidade de lazer, de recordações ou mesmo de prazer em estar em primeira mão ouvindo algo novo e contagiante.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Música da Semana #

Escolhi essa música por dois motivos:

1 – Passei a tarde com essa música martelando meu cérebro
2 – Essa semana tem sexta-feira 13 (tenham medo).





Tenho medo de cabeças flutuantes!!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

I Love Rock ‘n’ Roll

Não sei quando eu comecei a gostar de rock – na verdade, tem vezes que eu penso que sempre gostei.

Talvez tenha sido ao acordar de manhã cantarolando Queen ou Nazareth, que minha mãe colocava pra eu e minha irmã dormirmos. Ou quando eu ia pra asa da vovó e a gente, brincando na areia, começava a cantar “atirei o pau no gato” na versão Pink Floyd e eu morria de rir – e pra mim não tinha nada de “Hey! Teachers! Leave them kids alone!” era “Hey, Chica, deixa o gato em paz!”…


Eu posso ter gostado de rock quando eu aprendi a chorar em filmes – eu lembro até hoje quando foi, em 1998 vendo “Meu Primeiro Amor” – eu ouvia Legião Urbana e morria de tanto chorar porque, porra, era triste demais!

Eu posso ter começado a gostar quando a minha vizinha começou a me levar pros “rolês”, que consistiam em dar uma voltinha pelo bairro a noite. Enquanto o pessoal ia pras baladas ouvir axé, coisa que eu detestava porque se você não dança não tem a menor graça e a minha coordenação nunca me permitiu dançar, eu ia com ela e com a minha prima pra alguma fogueira, violão em mãos, grunge dominava – viva Pearl Jam!

Eu acho que, na verdade, eu comecei a gostar de rock quando peguei um violão na mão e Nirvana virou a minha vida… É, deve ter sido por aí! Quando “sister I miss you, dacing on the stage of memories” começou a fazer mais sentido ainda e quando Linger passou a ser a música da minha vida… É, pode ter sido num desses momentos!

Ou pode ter sido tbm quando eu descobri que Chuck Berry existia! Bom, descobri que eu gostava de rock quando vi que dava pra dançar o rock!


Ou foi lá pelos meados de 1997, quando queria tocar Spice Girls na festa de encerramento da escola e eu chorei e berrei com meu LP dos Guns N Roses na mão porque, poxa, era TÃO melhor que as Spice Girls – claro que eu perdi.

Pode ter sido, também, quando eu ouvia Metallica baixinho no quarto e a minha mãe falou que podia aumentar porque ela gostava. A minha Mãe adorava Metallica, cês tem noção? Ei, também pode ter sido quando eu descobri que, dos The Doors, eu tenho uma música favorita ...


Eu posso ter me apaixonado mais ainda por rock quando um menino sentou do meu lado e tocou violão e eu peguei o telefone dele e nunca liguei – é daqueles arrependimentos babacas da adolescência, mas que faz a gente pensar “e se eu tivesse feito diferente?”…

O Rock me deu os melhores amigos que alguém pode ter: o Elvis, o Paul, o Ozzy, o Axl, o EDDIE... Porque sem esses caras, eu seria mais uma acéfala sem graça sem rumo por aí.

Pra finalizar, um vídeo da Joan Jett ainda no The Runaways – porque Rock de verdade tem uma mensagem – a delas é o poder das mulheres:

domingo, 8 de agosto de 2010

Os filhos saíram de casa ...



MEEEETALLL \,,/. kkkkkkkkkk'!
E vocês ainda acham que eles vão dormir quando sai de casa? ...

Al Green e David Gilmour together

Três e quarenta e sete da manhã. Nesse momento, quando escrevo o quê do quando são três e quarenta e sete da manhã. Acordei com um telefone desesperado, meio terrorista, com uma voz atônita e surpresa do outro lado da linha.

- "Cara, cara... Te acordei?" Bruno Fanzeres, 25 anos, carioca, palmeirense e criado em Mato Grosso.- "Não. To dormindo ainda. Pode falar."

- "Acharam ele. Acharam o Al Green, mano. Tem um vídeo dele no Youtube."

- "Tem vários."

- "Mas esse é novo. Al Green mandando Let's Stay Together ao vivo mês passado num programa inglês. Full hd 1080 dpi do negão. E mais: com David Gilmour na guitarra", disse, possivelmente com os olhos emaranhados e acendendo outro cigarro.

Parecia, mas não era trote. Al Green e David Gilmour juntos, uma das mistura mais imprevisíveis que a musica podia imaginar. E sem a hipocrisia de um show beneficente. Apenas fazendo um som no programa do Jonathan Ross, popular comdiante inglês. Um David Frost sem grife.

Assisti o vídeo. É visível que a voz do reverendo Al Green não é mais a mesma. Mas o conjunto presença de palco, carisma e, principalmente, tempo de música parece ter somente melhorado com o tempo. É emocionante ver a felicidade do Al Green frente ao microfone. A participação do público após o segundo pedindo também é de arrepiar.

Já o mestre Gilmour, apesar de não demonstrar um guitarwise lá muito surpreendente, fez bem o seu papel. Não chamou para si toda a atenção e acompanhou a banda. Tal como um gentleman.
Al Green e David Gilmour. Let's Stay Together. Surge um novo clássico no Youtube.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Os TOC's da vida moderna!

O chamado Transtorno Obsessivo-Compulsivo ("TOC") é uma doença em que o indivíduo apresenta obsessões e compulsões, ou seja, sofre de idéias e/ou comportamentos que podem parecer absurdas ou ridículas para a própria pessoa e para os outros e mesmo assim são incontroláveis, repetitivas e persistentes.
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais freqüente na população.
Fonte: Wikipédia
E como se não bastassem os TOC’s “comuns”, ainda tem aqueles que a vida moderna nos leva a adquirir.


Em tempos: Preciso de um Psiquiatra!

10 TOCs modernos. Quantos você tem?
A modernidade trouxe diversas facilidades, recursos e confortos para o homem. Porém, esse excesso de informações e acesso a dispositivos eletrônicos e Internet transformou todo mundo em verdadeiros freaks tecnológicos. Com isso surgiram alguns TOCs, veja se você se encaixa em algum deles:
1) E-mail: Abrir e fechar a caixa de e-mail 200 vezes por dia. Em alguns casos, abrir o e-mail 5 segundos após ter fechado justamente por não ter nenhum e-mail novo;

2) Feeds: quem não fica LOUCO quando vê 1 item não lido sequer no leitor de feeds? Mesmo que não vá ler, quem tem esse TOC tem que ir lá e marcar como lido, aquele número em negrito é como um câncer que corrói seu sistema nervoso;

3) Ícones: todos devem estar milimetricamente posicionados, qualquer item a mais ou fora de posição na área de trabalho é motivo para um rage de proporções bíblicas;

4) Horas: quem é que não pega no celular 387 vezes por dia pra olhar a hora? Ou no mínimo pra mexer em alguma coisa e acabar olhando a hora em seguida?

5) RT’s no Twitter: a cada dois minutos, você vai na parte de RTs da versão WEB do Twitter pra ver se aquele seu tweet genial teve algum RT a mais;

6) Checklist: antes de sair de casa, você faz toda uma checagem dos itens que deve carregar consigo para começar o dia. Notebook, carregador, pendrive, celular, hd externo, bateria auxiliar, etc. E sempre checa na mesma sequência;

7) Recarga na bateria do celular: ficar sem o celular é o mesmo que ficar nu(a). Você nunca desliga o celular e se possível sempre mantem ele carregado, pra não correr o risco de ficar com ele desligado durante o dia. Isso envolve cabos pra carregar via notebook ou carregador para carro;

8) Estatísticas do seu site: principalmente se você é blogueiro e pretende ganhar alguma grana com o seu blog, você entra no Google Analytics a cada 2 minutos pra ver quantas visitas e pageviews já teve no dia;

9) Síndrome de Offline: se você ficar sem acesso à Internet, mesmo que não tenha nada pra fazer on-line, você tem crises de ansiedade e chega perto de enlouquecer;

10) Organização de pastas: suas pastas e arquivos tem que ficar totalmente organizados, em ordem alfabética, com a primeira letra em maiúsculo. Suas MP3 são organizadas em ordem alfabética, por artista ou gênero musical, com as capas dos álbuns, etc.;

De 1 a 3 TOCs: você é uma pessoa normal, que utiliza a tecnologia pois é inevitável para o seu dia-a-dia;

De 4 a 6 TOCs: você é dependente da tecnologia, não produz sem ela mas apesar de tudo consegue tirar umas férias e se desligar um pouco de toda essa eletrônica;

De 7 a 9 TOCs: tecnologia e Internet estão tão impregnadas na sua vida, que você não consegue viver offline. Você possui banda larga em casa e no celular, utiliza redes sociais constantemente e ao menor sinal de falta de acesso à Internet você é o primeiro a ligar para o provedor reclamando. Férias? Só se tiver Internet e se o seu laptop for junto;

10 TOCs: você provavelmente está lendo esse artigo da Lanhouse do hospício;